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Ortorexia: a obsessão pela alimentação saudável
Lifestyle

Ortorexia: a obsessão pela alimentação saudável

A profusão das musas fitness do Instagram e a proliferação da indústria de alimentos saudáveis trouxe à luz um novo transtorno alimentar, a ortorexia, que vem levando cada vez mais pacientes a psicólogos e psiquiatras.


O transtorno é caracterizado pela obsessão em consumir apenas alimentos saudáveis. As pessoas que sofrem deste mal acreditam que determinados alimentos são capazes de causar, prevenir ou tratar doenças e, por isso, seguem uma dieta extremamente rígida.


Como a ortorexia nervosa é um transtorno novo, ainda não tem registro no DSM-5, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, guia da psiquiatria. Por isso, não há um cronograma ou métodos comprovados para o tratamento do distúrbio, mas geralmente quem levanta a questão é o endocrinologista que está cuidando do paciente. Alguns deles conseguem reverter o caso só com psicoterapia, mas a ortorexia nervosa pode estar atrelada a outros problemas como quadros de ansiedade e sintomas compulsivos.


Uma das características da condição é a pessoa sempre levar a própria refeição ao sair de casa – do contrário, às vezes nem se alimenta. É aí que o bem-estar começa a degringolar. Afinal, muitas das situações nas quais interagimos com amigos e familiares envolvem comida. Só que, para o ortoréxico, não seguir uma dieta regrada é sinônimo de pouca ou nenhuma força de vontade. Muitos preferem almoçar e jantar sozinhos, além de evitar confraternizações. Por isso, é muito importante procurar ajuda a um psicólogo ou psiquiatra.


A cura requer paciência e geralmente é lenta, o famoso ‘trabalho de formiguinha’. Neste caso, é necessário retomar uma dieta bem menos restrita, que não exclua grupos alimentares importantes.

 

Texto por Vanessa Kopersz 

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